23 dezembro, 2008

Uma Carta de Natal Carta escrita na Véspera do Natal do ano 1513 pelo Frade Giovanni



Como é atual!
Fiquei impressionado com a suavidade e a intensidade dos votos desejados.

Uma carta que poderia ser uma prece.
Uma prece que poderia ser uma dádiva.
Uma dádiva que poderia ser uma amizade.
Uma amizade que poderia ser uma benção.
Uma benção que poderia ser um ato de amor.
O amor... é tudo isso.




Amigo, eu te saúdo.

Sou teu amigo e o meu amor por você é imenso.
Não há nada que eu possa te dar que você já não tenha.
Mas há muito, muito que, enquanto não posso dar,
você pode ir buscar.
O Paraíso não poderá chegar até nós a menos que
os nossos corações sintam a paz que ele proporciona.
Então, busque o Paraíso.
Nenhuma Paz poderá ser encontrada no futuro
que já não esteja escondida
neste pequenino momento presente.
Então, busque a Paz.
O brilho do mundo não passa de uma sombra.
Atrás dele, porém, ao nosso alcance, está a felicidade.
Há luz e glória na escuridão.
Ah, se pudéssemos ver...
E para ver, só precisamos olhar.

E eu insisto que você olhe!

A vida é uma doadora tão generosa.
Mas nós, julgando os seus presentes pelo invólucro,
os desprezamos como feios, pesados ou difíceis.
Remova esse invólucro e você verá o esplendor,
construído com amor pela sabedoria e pelo poder.
Bendiga-a, segure-a e você tocará a mão do anjo
que a traz até você.

Tudo o que consideramos um julgamento,
uma obrigação ou uma tristeza, acredite-me,
a mão daquele anjo está lá, operando.
O prêmio está lá e também
a maravilha de uma presença invisível.
Tua felicidade também.
Não fique contente por considerá-la felicidade.
Ela também esconde prêmios superiores.

A vida é tão cheia de significados e de propósitos,
tão cheia de beleza no interior de seu invólucro,
que o que você acha que é a Terra,
na realidade é o teu Paraíso escondido.
Então, tenha coragem para dizer: "Isto é tudo!"

Mas coragem você já tem e também
o conhecimento de que somos peregrinos que,
juntos, caminhamos para uma casa de campo
que ainda não conhecemos.

Então, neste momento, eu te cumprimento.
Mas não como o mundo te envia os seus cumprimentos.
Eu te cumprimento com profunda estima
e com uma oração de que, para você,
agora e para sempre,
o dia amanheça e as sombras desapareçam.


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